GESTÃO DA DIVERSIDADE: Uma Reflexão Neste Cenário de Pandemia
- amandacassilhas

- 31 de mai. de 2020
- 3 min de leitura
Atualmente, o avanço da tecnologia tem causado uma ampla discussão e variadas opiniões, uns valorizando e outros condenando o seu uso. Para muitos é parte do cotidiano os celulares, os tablets, os computadores e todo um conjunto de acessórios. No restaurante, os indivíduos esquecem com quem estão nas suas mesas, bem como de apreciar a refeição. Em um evento, postam fotos e vídeos no Instagram, fazem stories e, por instantes, perdem de viver o espetáculo a sua frente. Nos parques, a música que sai dos fones de ouvido substitui os sons da fauna e da flora.
Então, toda essa tecnologia nos afasta ou nos aproxima?
Digamos que tudo isso não deixa de ser um paradoxo. O dispositivo que permite falar e compartilhar uma alegria com alguém distante, de saber onde tem o show do artista preferido ou, quem sabe, ver o último clip da cantora do momento, ou mesmo ler poemas, contos ou textos do meu poeta favorito, também dá acesso a livros, cursos e a possibilidade de ver e ouvir aquele autor, de conhecer pessoas e viajar pelo mundo. Sabe-se que tecnologia sempre fez parte e sempre estará integrada ao cotidiano, seja quando era rádio, televisão quanto dispositivos mobile, logo a discussão não é quanto a tecnologia aproxima ou afasta o ser humano, mas sim como a usamos!

Diante deste cenário, uma grande massa de empresas, escolas e entidades políticas e religiosas têm migrado para o meio digital, plataformas de videoconferência ou aplicativos colaborativos de acompanhamento simultâneo para realização de suas atividades, reuniões e ações operacionais antes realizadas pessoalmente.
Na contemporaneidade, é impraticável operar em uma entidade sem debater, notar a diversidade e nela interferir, pois, se tratando do ambiente escolar, temos os mais variados discentes com um leque de culturas, raças, gêneros, religiões, opiniões, pensamentos e distintas necessidades especiais. Em vista disso, o docente precisa avaliar o perfil do aluno e identificar esta diversidade, além de perceber os fatores que podem gerar exclusões, seja por discriminação e preconceito quanto por qualquer outro.
A pergunta-chave é: “em meio a grandes diferenças, o que justifica o tratamento diferenciado de pessoas?”.
A resposta parece clara, mas é pouco notada pelos pares. Este fato versa em instruir-se a conviver com os outros e não somente coexistir, perfilhando seus semelhantes como iguais em direito e em dignidade. Em outras palavras: é necessário defender-se a existência de “Uma igualdade que não reconhece qualquer forma de discriminação e de preconceito com base em origem, raça, sexo, cor, idade, religião e sangue entre outros” (CURY, 2000, p. 6).
Se atentarmos para as experiências na atmosfera de uma sala de aula ou espaço recreativo, percebe-se dois pontos: positivos para grande parte dos alunos ou negativos para outros tantos discentes, se caracterizando como um processo dolente e marcante, quando alguns estes são expostos a ações discriminativas, principalmente aquelas que são atributos da sua identidade pessoal e social, seja ela ideológica, política, religiosa, por opção sexual, aparência física ou pessoal, doença ou deficiência. Por isto é fundamental a promoção do desenvolvimento de ambientes escolares adequados de cingir a diversidade para avalizar a todos os estudantes, sem exceção, a oportunidades iguais. A necessidade da participação e o comprometimento de todo grupo escolar para mudanças que precisam acontecer em todos os níveis: infraestrutura, métodos, aprendizados pedagógicos e as políticas educativas.
Gerenciamento das diversidades diz respeito às várias ações que as organizações podem tomar para garantir que elas estão tratando todos os empregados (e potenciais empregados) de forma justa e que eles não estão discriminando.
De nosso ponto de vista, o maior desafio que se impõe à gestão democrática consiste em não se deixar cair na armadilha da apologia das diferenças e se concentrar na luta pela igualdade entre todos os cidadãos, no esforço coletivo para a construção de uma sociedade realmente democrática, que busque não apenas a igualdade de direitos, mas a igualdade de condições de vida. Isso implica ter em conta que os problemas têm raízes histórico-sociais e que, para superá-los, é preciso superar as desigualdades sociais. Essa sim é uma diferença que não se pode desprezar.
Para insistir na defesa da igualdade, é necessário destacar que, para além de todas as diferenças sensíveis (cor da pele, língua, sexo etc.), há uma natureza humana comum e universal, determinada pela forma das relações sociais de produção e reprodução da vida.
Portanto, é fundamental que todos nós sejamos contribuintes para a cultura da instituição e desempenhamos um papel ao fazer os indivíduos se sentirem bem recebidos e acolhidos, ou apenas toleradas. A diversidade é responsabilidade de todos, todavia diferentes cargos e setores têm díspares papéis a cumprir.



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