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Resenha do Livro: A Escola do Futuro

  • Foto do escritor: amandacassilhas
    amandacassilhas
  • 31 de mai. de 2020
  • 3 min de leitura

O livro A Escola do Futuro de Piangers e Borba nos traz uma excelente reflexão sobre o que queremos para o futuro da nossa educação, mas chega a alguma conclusão? Afinal, qual é a modelo educacional que almejamos?


A educação passou por diversas revoluções, mudanças em sua estrutura programática ou em seu modelo de ensino. Qual foi o melhor? De qual país? Qual metodologia? Qual didática? Qual escola ou professor?


O nosso problema são os padrões! Sim, os padrões imputados no subconsciente do ser humano. Vamos analisar o livro: ele traz consigo uma série de informações de modelos educacionais e ao final é direcionado para algum?


Quando falamos de pensadores no passado defendendo a educação, todos eles tinham uma visão limitada da sociedade, ou melhor, do que haviam passado e como acreditavam ser a melhor opção para o futuro, sendo:


  • Vygotsky (2007, 2010) tem foco no ser humano que se constitui por meio das relações sociais em uma certa cultura. Assim, Vygotsky reconhece que a construção do saber implica uma ação compartilhada entre o docente e os alunos. Consequentemente, uma prática de ensino baseada nesses princípios reconhece todo tipo de interação na sala de aula, como o diálogo, a troca de informações e experiências, a comparação de opiniões divergentes ou a construção grupal de uma ideia, como condições necessárias para o processo de assimilação de novos conhecimentos.

  • Piaget (1998, 2011), traz enormes contribuições para a educação na medida em que a sua teoria reúne um conjunto de reflexões sobre o desenvolvimento humano, que permitem compreender como acontece a integração entre ensino e aprendizagem. Para ele, o homem não é passivo sob a influência do meio, pois responde ativamente aos estímulos externos, agindo sobre eles para construir e (re)organizar o seu próprio conhecimento. Nessa perspectiva, a educação formal promove o desenvolvimento na medida em que favorece uma postura ativa e construtiva do aluno por meio de mecanismos desafiadores que estimulem a dúvida e provoquem a reflexão.

  • Ausubel (1980) foca no processo de compreensão, transformação, armazenamento e uso da informação. Para ele, o alvo principal do docente ou tutor deve ser a ascensão da aprendizagem significativa que incide quando a nova informação se aporta as apreciações anteriormente arquitetados pelo aluno.

  • Perrenoud (1999, 2000) defende que a formação escolar deve favorecer não apenas a construção de conhecimentos, mas também o desenvolvimento de competências. Para contemplar tal objetivo, o autor acredita que o docente precisa estabelecer um novo contrato didático com o aluno, que favoreça um posicionamento que vá além da escuta passiva e da realização de exercícios repetitivos. A formação com base em competências deve priorizar o processo de ensino e aprendizagem centrado no aluno por meio da proposição de estratégias desafiadoras que promovam a resolução de problemas e o desenvolvimento de projetos. Tal enfoque favorece para que os conhecimentos sejam trabalhados de forma contextualizada, permitindo uma relação entre os conhecimentos e a sua utilização em contextos diversos.

Cada autor tem um pensamento sobre educação e todos convergem para um ponto: um único formatado para todos níveis, escolaridades, regiões. Sabendo da nossa pluralidade e da velocidade com o qual o mundo está se transformando, é possível ter apenas um modelo?


Somos constantemente convidados e, até forçados, a pensar fora da caixa, mas dentro de limitações impostas. Ou seja, como é possível chegar a um único formato em um mundo tão ímpar? Falamos tanto das nossas diferenças e no fim queremos propor uma metodologia única? Como uma régua niveladora que, por fim, funciona mais como um mecanismo separador dos “capazes” e “incapazes”.

Que bobagem Bruno. Acorda para a vida!

Vamos lá. Com a pandemia, houve uma forte migração do ensino físico para o ensino EaD – até então julgado como um ensino inferior ao presencial. Essa mudança afetou a todos (escola, governo, alunos, pais de alunos), pois foi preciso sai da zona de conforto. Pais precisaram estar mais presentes, os professores ultrapassados tiveram que correr atrás do prejuízo tecnológico e principalmente pedagógico, as escolas e o governo de meios para disponibilidade tudo isto em curto período. Tais impactos fizeram muitos pensarem sobre a necessidade da escola, do porquê de não adotarmos o homeschooling ou o unschooling, da necessidade da LDB ou do MEC para regular o que se deve aprender ou não, é só olhar para outros países ou empresários de sucesso.


 
 
 

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